Visita ao Parque
Como chegar?
O Parque Natural Obô de São Tomé ocupa as regiões central e oeste de São Tomé, e pode ser visitado a partir de diferentes pontos da ilha.
Bom Sucesso
A sede do Parque Natural Obô encontra-se no Jardim Botânico de Bom Sucesso, ex-dependência da roça Monte Café no distrito de Mé Zochi, a uma distância de 19 Km da cidade. A sede dispõe de uma loja e de alojamentos simples para os amantes da tranquilidade e que procuram frescura nas montanhas.
Após uma visita ao Jardim Botânico, várias caminhadas podem ser organizadas com os guias do Parque :
A caminhada até a Lagoa Amélia (2 horas ida e volta, dificuldade Média/Fácil), antiga cratéra do vulcão hoje extinto, é tal vez a melhor maneira de descobrir as particularidades dos ecossistemas florestais da ilha.
O caminho do Fugido (3-4 horas, dificuldade Média) consiste numa extensão do caminho de Lagoa Amélia floresta adentro, seguindo crestas com vistas impressionantes sobre o Pico de São Tomé e os vales em volta.
Os guias poderão também levar-lo até a roça Bombaim (5 horas, dificuldade Média) num caminho que passa por roças abandonadas e cascatas. Deverão prever um transfere de Bombaim até a Cidade de São Tomé para o regresso.
A subida até o Pico de São Tomé é a expedição emblemática de São Tomé. Atravessa-se os ecossistemas de altitude observando, ao longo do caminho, as mudanças na vegetação e vida silvestre. Os mais bem preparados poderão realizar a ida e volta em um dia, mais aconselha-se prever dois dias para um melhor aproveitamento dos atractivos. Acampa-se na base do Pico no primeiro dia, no local chamado Mesa do Pico, para depois subir o último trecho no dia seguinte. O regresso pode ser feito pelo mesmo caminho, ou juntando o vale de Ponta Figo a proximidade de Neves (transfere necessário).
Ponta Figo
A subida ao Pico de S. Tomé pode começar a proximidade da roça Ponta Figo (Manuel Morais), embora esteja mais íngreme. Mais a região de Ponta Figo é mais conhecida pelo circuito dos Túneis do Rio Contador (2-3 horas, dificuldade Média). Construídos pelos colonos estes túneis de manutenção das canalizações da estação hidroeléctrica constituem uma visita inesquecível à beira do Parque. Por razões de segurança, aconselha-se visitar os túneis acompanhado por um guia experiente.
Ponta Furada
A estrada costeira acaba em Ponta Furada e continua em terra batida até a roça Bindá (requer um veículo 4×4). A partir daí, continua-se a pé até as localidade de Juliana Sousa, São Miguel e Santo António Mussacavu (2-3 dias, Difícil), passando pelas regiões mais selvagens e isoladas do Parque Natural Obô de São Tomé. É também a zona mais chuvosa da ilha e alguns trechos podem tornar-se complicados de ultrapassar. Por isso, esta expedição requer uma boa condição física e o acompanhamento de um guia experiente.
Porto Alegre
A proximidade da antiga roça de Porto Alegre estende-se a maior zona de mangal do país no Rio Malanza, que se encontra protegida pelo Parque. Os pescadores da Vila Malanza organizam visitas de canoa tradicional no rio (2 horas, fácil). No Jalé Ecolodge, localizado na Praia Jalé, pode-se observar a desova nocturna das tartarugas marinhas durante a temporada entre Outubro e Fevereiro.
Monte Carmo
A partir de Ribeira Peixe, pode-se chegar à localidade de Monte Carmo (2 horas de caminhada, dificuldade média), hoje abandonada. Esta zona é conhecida pelos birdwatchers como um dos melhores lugares para observar as espécies endémicas mais raras do arquipélago, a Galinhola (Bostrychia bocagei) e o Enjoló (Neospiza Concolor).
Bombaim
A partir da roça Bombaim, diferentes percursos até o Pico Formoso (3 horas ida e volta, dificuldade média) e a localidade de Claudino Farro (2 horas, fácil), permitem apreciar os ecossistemas de transição entre as áreas cultivadas, as florestas secundárias e primárias. Cascatas e vistas inesquecíveis pontuam as expedições nesta zona periférica do Parque Natural.















